A2 · Os pronomes
Pronomes complemento: le, lui
Nada de « vejo-o »: aqui o pronome está sempre à frente.
Num relance
- Para lembrar
- Escreve sempre como escreverias depois de « não ».
- Forma
- me, te, le, la, nous, vous, lesdireto
- Palavras-chave
- le
- la
- les
- lui
- leur
- Armadilha
- Errado:Je vois-le tous les jours.Certo:Je le vois tous les jours.
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A forma
Os padrões num relance
Cada linha diz primeiro quando ou para que serve o padrão e depois dá um exemplo em francês.
negação
| direto | me, te, le, la, nous, vous, les |
| indireto | me, te, lui, nous, vous, leur |
| Vejo-o. | Je le vois. |
| Falo-lhe. | Je lui parle. |
| Não a conheço. | Je ne les connais pas. |
As regras, uma a uma
A forma deste temaA palavra que a pede
O pronome vai antes do verbo conjugado, sem hífen.
Je te vois demain.Vejo-te amanhã.
Diante de vogal me, te, le, la passam a m’, t’, l’.
Je l’attends.Estou à espera dele.
Com dois verbos vai antes do segundo.
Je vais le faire.Vou fazê-lo.
O indireto de pessoa é lui e leur, como « lhe » e « lhes ».
Je leur ai écrit.Escrevi-lhes.
Frases de exemplo
Ce livre ? Je l’ai déjà lu.Este livro? Já o li.
Tu me téléphones ce soir ?Telefonas-me esta noite?
Nous leur avons donné l’adresse.Demos-lhes a morada.
Je ne la connais pas.Não a conheço.
A armadilha típica de quem fala português
Atenção
« Vejo-o » e « dou-lhe » põem o pronome depois do verbo, e é a forma que sai primeiro. Em francês essa posição não existe fora do imperativo afirmativo: je le vois e je lui donne, com o pronome à frente e sem hífen. Também não há mesóclise — « dar-lhe-ei » não tem equivalente nenhum, e diz-se je lui donnerai.
A explicação completa
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O direto vai sem preposição: me, te, le, la, nous, vous, les. O indireto vai com à: me, te, lui, nous, vous, leur. O par é o teu — « o, a, os, as » contra « lhe, lhes » — e a escolha depende do verbo, tal como em português.
O que muda é o lugar, e muda em quase todas as frases. Em português o pronome vai *depois* do verbo, ligado por hífen, sempre que nada o puxe para a frente: « vejo-o », « dou-lhe o livro », « chamo-te amanhã ». Só uma negação, um advérbio, uma conjunção ou uma pergunta o fazem mudar de lado: « não o vejo », « já o vi », « quando o vi ».
Em francês o pronome está sempre no lugar em que o português só o põe depois de um gatilho. Je le vois, je te téléphone, je lui donne le livre — antes do verbo conjugado, em todas as frases, com negação ou sem ela: je ne le vois pas. Não há hífen nenhum, e a única posição em que o pronome passa para trás é o imperativo afirmativo. A regra prática é simples de dizer e demorada de automatizar: o francês escreve sempre como o português depois de « não ».
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