C1 · Estilo e escrita
Questões de norma: dequeísmo, laísmo, habían
O que se ouve muitas vezes e a norma não aprova — reconhecer sem imitar.
Num relance
- Para lembrar
- Prova com eso: onde cabe de eso, vai de que. E haber no sentido de « haver » não tem plural.
- Forma
- Creo de que llegará tarde.dequeísmo (errado)
- Palavras-chave
- de que
- le
- había
- hubo
- habrá
- Armadilha
- Errado:Me alegro que hayas venido.Certo:Me alegro de que hayas venido.
Agora é a tua vez
5 exercícios sobre este tema. As respostas são verificadas no navegador; nenhuma sai do teu dispositivo.
A forma
| dequeísmo (errado) | Creo de que llegará tarde. |
| certo | Creo que llegará tarde. |
| queísmo (errado) | Me acuerdo que llovía. |
| certo | Me acuerdo de que llovía. |
| laísmo (errado) | La regalé flores. |
| certo | Le regalé flores. |
| haber no plural (errado) | Habían muchos problemas. |
| certo | Había muchos problemas. |
As regras, uma a uma
A forma deste temaA palavra que a pede
Antes de que só vai de se o verbo também pede de antes de um nome.
Me alegro de que hayas venido.Alegro-me de que tenhas vindo.
Verbos de dizer e de pensar ficam sem de.
Creo que tienes razón.Acho que tens razão.
O complemento indireto é le, também para uma mulher.
A mi madre le regalé un libro.À minha mãe ofereci um livro.
haber no sentido de « haver » fica sempre no singular.
Había muchas personas en la cola.Havia muitas pessoas na fila.
Frases de exemplo
Estoy seguro de que vendrá.Tenho a certeza de que virá.
Me dijo que no podía.Disse-me que não podia.
A Lucía le dolía la cabeza.À Lucía doía-lhe a cabeça.
Hubo varios accidentes en la carretera.Houve vários acidentes na estrada.
Mais 6 frases de exemplo
Me acuerdo de que llovía mucho.Lembro-me de que chovia muito.
Pienso que es una buena idea.Penso que é uma boa ideia.
Se dio cuenta de que nadie lo escuchaba.Deu-se conta de que ninguém o ouvia.
A Marta le escribí una carta.À Marta escrevi uma carta.
Habrá muchos problemas si no lo arreglamos.Haverá muitos problemas se não o resolvermos.
Hubo quejas de todos los vecinos.Houve queixas de todos os vizinhos.
A armadilha típica de quem fala português
Atenção
Em português « alegro-me que » e « lembro-me que » passam na conversa, e o de desaparece também em espanhol: Me alegro que hayas venido. Ouve-se muito, mas a norma pede-o: o verbo é alegrarse de algo, e a prova com eso confirma — me alegro de eso. Logo: Me alegro de que hayas venido.
A explicação completa
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Alguns desvios ouvem-se todos os dias em Espanha e na América, também a falantes cultos, e mesmo assim contam como erros na escrita. Quem os conhece percebe mais e evita-os.
No dequeísmo põe-se um de a mais antes de que: Pienso de que tienes razón em vez de Pienso que tienes razón. O erro contrário, o queísmo, tira um de necessário: Me alegro que vengas em vez de Me alegro de que vengas. O português conhece a mesma hesitação — « lembro-me que » ao lado de « lembro-me de que » —, mas em espanhol a norma é mais firme. A prova: substitui-se a frase com que por eso. Pienso eso — portanto sem de; Me alegro de eso — portanto com de.
No laísmo usa-se la para um complemento indireto feminino: La dije la verdad em vez de Le dije la verdad; mais raro é o loísmo com lo. Aqui o português ajuda, porque o seu « lhe » serve para os dois géneros — e é isso mesmo: le para ele e para ela. E haber no sentido de « haver, existir » fica no singular em todos os tempos, como o português cuidado « havia muitas pessoas »: Había muchas personas, não habían.
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