Die ganze Grammatik
121 Themen in 16 Bereichen. Jedes Thema hat eine Stufe, eine Erklärung auf Deutsch, Beispielsätze mit Übersetzung, den typischen deutschen Fehler und eigene Übungen.
Als Lernpfad, durchnummeriertAls Karte: die Zeitformen auf einer Zeitleiste
Ser, estar e hay
7 ThemenQuem fala português começa aqui com uma vantagem que quase nenhuma outra língua tem: ser e estar existem também em português, e a fronteira entre os dois passa quase pelo mesmo sítio. « Sou alemão » e « estou cansado » traduzem-se quase palavra por palavra. Esta secção vem à frente por causa do quase: são três ou quatro pontos em que as duas línguas se separam, e cada um deles aparece logo nas primeiras frases.
O presente
9 ThemenUm verbo espanhol traz a pessoa na terminação, tal como o português. Por isso o pronome fica quase sempre de fora, e por isso as terminações têm de se saber e não apenas reconhecer: quem confunde hablo e habla não fala de forma vaga, diz outra coisa. As séries são três — para os verbos em -ar, -er e -ir — e os verbos mais frequentes afastam-se delas. Quem vem do português tem aqui a maior vantagem de todas: as três conjugações são as mesmas, e na maior parte dos casos o verbo cai no mesmo grupo dos dois lados.
Nomes e artigos
8 ThemenUm nome espanhol é masculino ou feminino — não há neutro, como em português. A semelhança é a maior de todas as línguas desta lista, e é justamente por isso que engana: as poucas palavras que trocam de género passam despercebidas. « o leite » é la leche, « o sangue » é la sangre, « a viagem » é el viaje. Por isso um nome aprende-se aqui sempre com o seu artigo — la mesa, nunca mesa.
Os adjectivos
9 ThemenEste é o capítulo em que o português quase não precisa de correcção: o adjectivo espanhol concorda em género e número e fica normalmente *depois* do nome, tal e qual. As diferenças são poucas e discretas. O plural faz-se sempre com -s ou -es e nunca reconstrói a palavra, como acontece em « papel/papéis ». E a lista dos adjectivos que mudam de sentido conforme a posição não é a mesma: « um grande homem » e « um homem grande » funcionam nas duas línguas, mas nuevo e único comportam-se de outra maneira.
Os pronomes
10 ThemenEste é o capítulo em que o português europeu tem mais a desaprender. As formas correspondem quase uma a uma — me, te, lhe/le, nos, os —, mas o lugar não: o português diz « dou-lhe o livro », com o pronome depois do verbo, e o espanhol põe-o sempre *antes* — Le doy el libro. A ênclise não existe em espanhol fora do infinitivo, do gerúndio e da ordem afirmativa. O resto vem de graça: o sujeito omite-se, a ordem é pessoa antes de coisa, e conmigo e contigo são « comigo » e « contigo ».
Perguntas e negação
7 ThemenAqui o português dá quase tudo. A pergunta não pede auxiliar nem inversão: a frase fica como está e só a voz sobe, tal como « falas espanhol? ». A negação é uma palavra só, no, antes do verbo, como o « não » português. E a dupla negação funciona igual: « não vi nada » e no he visto nada são construídos do mesmo modo. Fica uma novidade, e é tipográfica: os dois pontos de interrogação, um deles invertido no início.
O passado
10 ThemenA oposição espanhola entre comí e comía — acabado contra não acabado — é a portuguesa entre pretérito perfeito e imperfeito, e ambas se traduzem uso por uso. O português é também a única língua desta lista que usa o perfeito simples todos os dias, como o espanhol: « ontem comi » e ayer comí andam juntos. O que engana é o outro tempo: « tenho comido » em português quer dizer « tenho comido repetidamente », e he comido em espanhol quer dizer simplesmente « comi hoje ». São formas iguais com sentidos diferentes.
O futuro
6 ThemenO espanhol tem um futuro fácil e um cuidado, e no dia a dia ganha o fácil: voy a llamar em vez de llamaré. É a oposição portuguesa entre « vou telefonar » e « telefonarei », e o reflexo português é aqui o certo. O que o português não prepara é o ponto em que o futuro espanhol deixa de falar de tempo. Serán las ocho não quer dizer « serão oito horas » no sentido do relógio, mas « deve ser oito » — a forma do futuro carrega a suposição sobre o presente. E o condicional, construído como um futuro visto do passado, faz o mesmo para ontem e é ao mesmo tempo a delicadeza de qualquer pedido.
Pedidos e ordens
6 ThemenAqui o português chega preparado, porque faz exactamente o mesmo: « fala » no afirmativo e « não fales » no negativo, com o conjuntivo. No afirmativo a segunda pessoa do singular é simplesmente a terceira do presente: habla, come, vive — como « fala », « come », « vive » em português. E a forma de cortesia leva sempre o conjuntivo, afirmativa ou negativa. O que muda é a posição dos pronomes: o português prende-os atrás no afirmativo e usa-os à frente no negativo, e o espanhol faz o mesmo — mas escreve tudo colado e sem hífen.
Poder, dever, querer
6 ThemenTambém o português não tem « verbos modais » com conjugação própria: poder, dever e querer são verbos como os outros, seguidos de infinitivo. O espanhol faz o mesmo com poder, querer e deber, e aqui não há nada a mudar. A dificuldade está noutro sítio: na obrigação. O espanhol tem três maneiras de dizer « ter de » e não são intermutáveis. tener que é a obrigação pessoal, hay que a geral, e deber a que vem do princípio. Traduzir as três por « é preciso » é perder justamente a distinção que o espanhol faz.
As preposições
8 ThemenO espanhol tem notavelmente poucas preposições, e cada uma tem por isso de carregar muito. de sozinho cobre o que o português divide entre « de » e « desde ». O português ajuda aqui como nenhuma outra língua, porque as suas preposições se distribuem quase como as espanholas. Duas coisas resistem. por e para repartem entre si o « para » português — e nisto o português é a única língua da lista que já faz a mesma distinção, com « por » e « para ». E a *a pessoal* não tem equivalente: diante de uma pessoa como complemento directo é preciso um a.
O conjuntivo espanhol
8 ThemenO português tem o conjuntivo presente, o imperfeito e o *futuro*. O espanhol tem os dois primeiros e não tem o terceiro. Por isso a pergunta não é « existe » nem « quando se usa » — as duas línguas coincidem quase inteiramente nisso — mas « onde é que vai parar a forma que falta ». Vai parar a dois sítios diferentes, e essa é a única coisa realmente difícil deste capítulo. « Quando eu chegar » torna-se cuando llegue, com o presente do conjuntivo; mas « se eu puder » torna-se si puedo, com o presente do indicativo, porque depois de si o espanhol nunca põe o conjuntivo presente. Uma forma portuguesa, duas respostas espanholas, conforme a conjunção.
As orações condicionais
6 ThemenO português e o espanhol têm os mesmos três pares, pela mesma ordem, e dois deles coincidem forma a forma: « se tivesse tempo, ia » é si tuviera tiempo, iría e « se tivesse sabido, teria vindo » é si hubiera sabido, habría venido. O par que não coincide é o primeiro, e é o mais usado dos três. O português abre a condição realizável com o *futuro do conjuntivo* — « se tiver tempo, telefono-te » — e o espanhol não tem essa forma: põe ali o presente do indicativo, si tengo tiempo, te llamo. Depois disto sobram duas coisas do português falado que não atravessam a fronteira: o imperfeito do indicativo a fazer de condicional (« hoje era médico ») e o mais-que-perfeito composto a fazer de condicional composto (« tinha vindo »).
A voz passiva
6 ThemenDas quatro línguas de partida, o português é a que chega aqui com menos a aprender: tem a passiva com ser e concordância do particípio, tem a passiva com se e concordância do verbo, tem estar para o resultado, e tem a terceira pessoa do plural sem sujeito. As quatro respondem uma a uma às espanholas. O que muda é onde se põem as coisas e quantas formas há. O pronome se vai sempre *antes* do verbo em espanhol — « vendem-se casas » é se venden casas, sem hífen e do outro lado. O particípio espanhol tem uma forma só onde o português tem duas — « foi entregue » e « tinha entregado » são ambos entregado. E « ficar », que em português é a terceira via entre ser e estar, não tem aqui nenhum verbo próprio.
As orações subordinadas
6 ThemenA construção é a portuguesa: o verbo não se mexe, nada se inverte, Sé que vienes mañana lê-se como « sei que vens amanhã ». As conjunções também se correspondem quase todas, o que faz deste um dos capítulos mais curtos para quem vem do português. Restam três desencontros, e todos são de sentido, não de forma. *« Desde que » não é desde que: em português vale « uma vez que » e « contanto que », em espanhol só « a partir do momento em que ». « O que » é lo que* com o artigo neutro, que o português não tem. E *« pois » não é pues*: o pues espanhol é sobretudo uma palavra de espera no início de uma resposta, e a causa faz-se com porque.
Os últimos retoques
9 ThemenTudo aqui é facultativo no sentido em que a frase fica correcta sem, e nada o é se quisermos ser ouvidos como falantes e não como manuais. Para quem vem do português as surpresas são poucas e todas do mesmo tipo: palavras que existem nas duas línguas e não querem dizer o mesmo. **pronto quer dizer « depressa », não « pronto ». todavía quer dizer « ainda », não « todavia ». llevar quer dizer « levar » e também « estar há », que o português diz de outro modo.** A isto junta-se um único acento gráfico onde o português tem três, um hífen que desaparece por completo, e uma construção sem par: lo caro que es, para dizer o quanto uma coisa é cara.