Die ganze Grammatik
121 Themen in 15 Bereichen. Jedes Thema hat eine Stufe, eine Erklärung auf Deutsch, Beispielsätze mit Übersetzung, den typischen deutschen Fehler und eigene Übungen.
Als Lernpfad, durchnummeriertAls Karte: die Zeitformen auf einer Zeitleiste
Os tempos e as formas contínuas
15 ThemenO inglês opõe, em quase todos os níveis temporais, duas formas: uma diz que uma coisa acontece, a outra que está a acontecer. Quem fala português tem essa ideia em casa, e até em duas versões — « estar a » mais infinitivo em Portugal, « estar » mais gerúndio no Brasil. A dificuldade cara está noutro sítio, e é uma armadilha que as outras línguas latinas não têm: o pretérito perfeito composto — «tenho falado» — é construído exatamente como o Present Perfect inglês e não significa o mesmo. Em português obriga à repetição; em inglês chega para um único acontecimento. Quem confia na semelhança engana-se nos dois sentidos.
Falar do futuro
9 ThemenO inglês distingue com cuidado se uma coisa está planeada, prevista, decidida neste instante ou fixada por um horário, e é essa escolha que faz a dificuldade desta secção, não as formas. Quem parte do português traz uma coisa que nenhuma das outras línguas latinas tem: o futuro do conjuntivo. «Quando chegar», «se tiver tempo», «assim que puder» — uma forma própria, feita de propósito para o lugar onde o inglês proíbe o will. É a maior vantagem desta secção e ao mesmo tempo a sua armadilha, porque a forma portuguesa chama-se futuro, e quem a traduz procura uma marca de futuro em inglês e encontra o will.
Os verbos modais
9 ThemenOs verbos modais não dizem o que acontece, mas como se coloca quem fala: se uma coisa é possível, necessária, permitida, aconselhável ou provável. Em inglês têm uma particularidade que explica tudo o resto: são incompletos. can não tem futuro, must não tem passado, may não tem infinitivo. É exactamente aí que o português tem mais e se torna perigoso: «poder» e «dever» são verbos correntes que se conjugam em todos os tempos e se encaixam uns nos outros — «poderei ajudar-te», «tive de esperar». As formas substitutas são a matéria verdadeira desta secção.
A voz passiva
6 ThemenA passiva inglesa é de construção simples: uma forma de to be e a terceira forma do verbo, mais nada. O difícil é outra coisa: saber quando se usa, e as construções para as quais o português não tem equivalente. E há um pormenor que só o português traz consigo: muitos verbos têm dois particípios — «tinha entregado» mas «foi entregue», «tinha aceitado» mas «foi aceite». O inglês tem um só, e nunca é preciso escolher.
Condições e desejos
7 ThemenTrês tipos básicos cobrem quase tudo, e o que os separa não é o tempo mas o grau de probabilidade que quem fala atribui à condição. O português traz aqui uma forma que nenhuma outra língua desta série tem: o futuro do conjuntivo. «Se chover, ficamos em casa», «se tiver tempo», «se puderes» — uma forma feita à medida do lugar em que o inglês exige o presente e proíbe o will. É a melhor preparação possível, com uma condição: lembrar que aquilo se chama futuro e não o é.
O discurso indirecto
6 ThemenO inglês não tem um conjuntivo para o discurso indirecto. Em vez disso recua o tempo do verbo um passo e leva consigo tudo o que depende do ponto de vista de quem fala: pessoas, lugares, indicações de tempo. Quem parte do português já faz o mesmo — «disse que estava cansado» — e por isso a parte tida por difícil sai de graça. O que fica por corrigir está noutro lado: na diferença entre say e tell, que o português não faz, e no infinitivo pessoal, uma forma com sujeito próprio que o inglês não consegue copiar.
O que vem depois de um verbo
8 ThemenQuando em inglês dois verbos se encontram, o primeiro decide que forma toma o segundo: to do, doing ou a forma base nua. Há regras práticas, mas o balanço honesto é que boa parte é costume e se aprende com cada verbo. Para quem parte do português há um ponto que decide metade dos erros: depois de uma preposição, o português põe infinitivo — «antes de sair», «sem dizer nada», «obrigado por teres vindo» — e o inglês põe -ing, sem excepção nenhuma. E aquele «teres» é a segunda diferença: o infinitivo português pode levar a pessoa dentro, e o -ing inglês não pode levar nada.
Nomes, artigos e quantidades
10 ThemenO inglês não tem casos nem género: nisso é muito mais simples do que o português. Em troca faz uma distinção que o português não faz, entre contável e incontável, e dela dependem o artigo, o plural e quase todas as palavras de quantidade. E há uma segunda diferença que atravessa toda a secção: o português põe artigo definido onde o inglês não põe nada — e põe-no até antes dos possessivos e dos nomes próprios, onde o inglês o proíbe. «A vida é curta», «o meu carro», «a Maria já chegou»: as três perdem o artigo ao passar para inglês.
Pronomes
8 ThemenOs pronomes ingleses são poucos: não há casos além da distinção entre sujeito e complemento, não há género nas coisas, não há tratamento por senhor nem por você. E é justamente aí que está a diferença maior: o português tem tu, você, o senhor, a senhora, vocês e os senhores, e o inglês resolve tudo isso com you. A segunda diferença é a posição — o pronome português cola-se ao verbo com hífen e salta para diante dele depois de uma negação; o inglês deixa-o sempre atrás e solto. Depois vêm os reflexos, meia dúzia de indefinidos e uma negação que só se diz uma vez.
Adjetivos e advérbios
7 ThemenOs adjetivos ingleses não concordam: uma só forma para o masculino, o feminino, o singular e o plural. Depois do português, onde cada adjetivo tem quatro formas, é um alívio que dura pouco, porque o inglês cobra noutro sítio: põe os adjetivos antes do nome e numa ordem fixa, separa com dureza os que admitem grau dos que não admitem, e distingue interesting de interested, onde o português precisa de olhar para o verbo.
Preposições
7 ThemenAs preposições são a parte da gramática em que as regras menos ajudam. Porque se diz on Monday mas in July e at six pode arrumar-se, mas dificilmente explicar-se. Para quem fala português a dificuldade vem sobretudo de «em» e de «de», que fazem sozinhas o trabalho de várias preposições inglesas e que ainda por cima se contraem com o artigo — no, na, do, da —, de modo que a preposição deixa de se ver como palavra separada. Estas páginas ordenam por uso — tempo, lugar, movimento — e depois pelas ligações fixas, que se aprendem como vocabulário.
A construção da frase
8 ThemenO português pode mexer nas partes da frase porque as terminações e os pronomes dizem quem faz o quê: «chegou uma carta», «o livro li-o ontem». O inglês não tem nada disso — ali só a posição diz quem é o sujeito. Por isso a ordem das palavras em inglês não é uma questão de estilo mas de gramática, e a liberdade a que se está habituado passa a ser a principal fonte de erro.
Subordinadas e ligações
6 ThemenA partir do nível B1, falar deixa de ser uma sequência de frases soltas. O que liga as frases são as orações relativas, as de tempo e de condição, as causas, as consequências e as concessões — e em inglês é a classe da palavra que decide o que pode vir a seguir: depois de because uma frase inteira, depois de because of só um nome. O português faz a mesma divisão com «porque» e «por causa de», portanto a ideia já cá está; o que muda são os pormenores, e são muitos.
Acabamentos
8 ThemenEm C1 e C2 já não se trata de correção mas de efeito. Todas as formas desta secção são evitáveis — qualquer uma destas frases se pode dizer de maneira mais simples. Quem não as conhece percebe mesmo assim apenas metade do inglês escrito, porque ali estão em todo o lado. E várias delas o português já tem com outro nome: a frase clivada, o conjuntivo do pedido e o «sim» depois do verbo são conhecidos antigos.
Escrita e pontuação
7 ThemenEsta secção não contém nada que diga respeito à fala — e tudo aquilo por que se percebe logo, ao ler uma mensagem escrita, de onde vem quem a escreveu. As regras da vírgula, as maiúsculas e os formatos dos números são diferentes em inglês, e nenhum é difícil. Para quem escreve em português há dois pontos que saltam à vista: o apóstrofo, que o português quase não usa, e a vírgula decimal, que em inglês é um ponto.