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A taxa turística
Un débat à la radio : une hôtelière et un représentant des habitants s’affrontent au sujet d’une nouvelle taxe de séjour.
Un débat. Observe comment on concède et rejette des arguments (admito que, ainda que, não é tanto … como) et les formulations prudentes.
A câmara aprovou uma taxa turística de dois euros por noite. Dona Fernanda, enquanto proprietária de um hotel, como vê a medida?
Com reservas. Admito que a cidade precisa de dinheiro para limpar as ruas e arranjar os passeios, mas pergunto-me se é justo que sejam sempre os mesmos a pagar. Quem fica num hotel paga; quem vem num navio, passa o dia na cidade e volta a dormir a bordo, não paga nada.
Senhor Henrique, a associação de moradores defendeu a taxa. Concorda com esse argumento?
Em parte, sim. Ainda que a taxa não resolva tudo, parece-nos um primeiro passo. O problema dos moradores não é tanto o número de pessoas que vêm à cidade como o facto de a cidade estar a ser organizada à volta delas.
Mas isso não se resolve com dois euros.
Claro que não. Por isso é que defendemos que o dinheiro seja usado, pelo menos em parte, para apoiar o comércio de bairro e rendas que as pessoas possam pagar. Se for só para pintar fachadas, terá falhado.
A câmara já disse como vai usar as receitas?
Disse que o faria « de forma equilibrada », o que, traduzido, quer dizer que ainda não sabe.
Aí, pelo menos, estamos de acordo. Eu só pediria uma coisa: que, seja qual for a decisão, se publique todos os anos quanto se recebeu e onde se gastou. Sem isso, a taxa será só mais uma.
Assino por baixo.
A câmara aprovou uma taxa de dois euros por noite. Fernanda, o que pensa disso?
A cidade precisa de dinheiro, mas não é justo. Quem fica num hotel paga. Quem dorme no navio não paga nada.
Henrique, concorda?
Em parte. Para nós, o problema é outro: a cidade está a ser organizada à volta dos que vêm de fora, e não dos que moram aqui.
Isso não se resolve com dois euros.
Não. Por isso, queremos que o dinheiro ajude as lojas de bairro e as rendas.
Eu só peço uma coisa: todos os anos, a câmara deve dizer quanto recebeu e onde gastou.
Concordo.
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La grammaire dans ce texte
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Admito que · Com reservas · pergunto-me se
Concéder et nuancer : admito que, com reservas, em parte, sim, pergunto-me se. Nuancer et atténuer →
Ainda que a taxa não resolva tudo · seja qual for · é justo que sejam
ainda que (même si), seja qual for (quel que soit) et é justo que exigent le conjuntivo. Quand mettre le subjonctif →
terá falhado
Le futuro composto pour un bilan à venir : terá falhado — aura échoué, comme le futur antérieur. Le Futuro composto →
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Questions de compréhension
4 questions sur le texte. À chaque réponse s’affiche la phrase où elle se trouve — une question dont on ne retrouve pas la réponse dans le texte ne vérifie rien.
1. Quanto custa a nova taxa?
Lê a primeira fala da moderadora.
Procura a palavra « euros ».
uma taxa turística de dois euros por noite
2. Que injustiça vê a Fernanda?
Lê a primeira fala da Fernanda.
Procura a palavra « navio ».
volta a dormir a bordo, não paga nada
3. Qual é, para o Henrique, o verdadeiro problema?
Lê a primeira fala do Henrique.
Procura « não é tanto … como ».
o facto de a cidade estar a ser organizada à volta delas
4. Em que estão os dois de acordo no fim?
Lê a última fala da Fernanda.
Procura « todos os anos ».
se publique todos os anos quanto se recebeu e onde se gastou