Ir para o conteúdo
EveryLingua

C2  ·  43 palavras

Direito internacional público

Tratados, costume e tribunais: o direito entre Estados que não têm ninguém acima.

A vigésima nona entrada é le droit de légitime défense, e o adjetivo parece pedir tradução imediata: « legítima defesa », sem mais. Aqui acerta-se. O problema está no resto da vida da palavra, porque o nosso « legítimo » tem um segundo sentido que o francês nunca lhe deu. Em português, « legítimo » é também o que não foi falsificado nem imitado: « couro legítimo », « um legítimo vinho do Porto », « um legítimo alentejano », alguém da terra de gema. Légitime não faz nada disto. Diz o que está conforme ao direito ou à razão — un gouvernement légitime, une colère légitime, l’héritier légitime — e fica por aí. Para o autêntico, o francês muda de palavra: du cuir véritable, un authentique porto, un vrai Parisien. Quem escrever un légitime porto não diz que a garrafa é genuína; sugere, quando muito, que o vinho tem direito a estar ali, o que é uma frase estranha em qualquer mesa. A regra cabe numa linha: onde o português pode trocar « legítimo » por « genuíno », o francês recusa légitime e pede véritable ou authentique.

As palavras

Esta lista pertence a Direito e contrato — 30 listas e 1184 palavras que também se podem praticar juntas.

Praticar esta lista

Escolha e lacunas, exatamente com estas 43 palavras. O que errar volta amanhã.