C2 · 32 palavras
Radioterapia
Uma dose dirigida a um volume e um limite que protege o que está ao lado.
A vigésima sexta entrada é la chimiothérapie concomitante, e o adjetivo, igual nas duas línguas, guarda uma imagem que já nenhuma delas vê. Por baixo está o latim comes, genitivo comitis, o companheiro: literalmente, aquele que vai com alguém, de cum, com, e do verbo ire, ir. Sobre ele formou-se comitari, acompanhar, e mais tarde o composto concomitari, acompanhar juntamente, de onde saiu o particípio concomitans. A quimioterapia concomitante é, portanto, a que faz o caminho ao lado da radiação, sessão após sessão, e não a que chega antes nem a que vem depois. É exatamente esse o sentido do termo num relatório clínico, e a etimologia, desta vez, confirma-o em vez de o enfeitar. Quem hesitar entre concomitante e séquentielle só precisa de se lembrar do companheiro de estrada. O português tem o mesmo comes noutra palavra de todos os dias, « a comitiva », o grupo que acompanha uma figura importante numa visita oficial e que aparece em qualquer telejornal. Duas palavras nossas, uma da sala de tratamento e outra da rua, e por baixo de ambas a mesma pessoa que caminha ao lado.
As palavras
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Escolha e lacunas, exatamente com estas 32 palavras. O que errar volta amanhã.